amor é prosa mulher é poesia

Depois de algum tempo sem ter tempo – dinâmica da minha vida nem tão pós moderna assim – voltar para esse blog significa voltar para uma parte de mim que me completa e ultrapassa: a literatura. Esse retorno súbito, que nasceu há alguns minutos atrás por detrás da tela que me ilumina a mente, vem com a vontade de quem quer se assumir no mundo. Eu: mulher, leitora, escritora. Uma tríade que se desdobra em tantas outras possibilidades e que tem me conduzido ao encontro de muitas mulheres maravilhosas: poetas ou poetisas – que eu ainda não me decidi pelo adjetivo.

Paro e penso por um segundo: há uma linha muito tênue entre o que faz essa  busca tão bonita e confusa. Em dado momento da minha busca de pesquisadora não paga, percebo que tratando-se de poesia e mulheres, eu não posso me colocar distanciada e imparcial, pois me vejo ali, sujeito e objeto, dentro e fora do texto, leitora e escritora, crítica e apaixonada. Para falar de poesia feminina, eu só sei ser passional. Passional como quando esse blog nasceu, passional como quando ele se cala.

Por isso, trago para essa flutuante estante do meu coração, a ideia de compartilhar uma pequena parte, de tudo o que pode ser a poesia parida de uma mulher, de muitas mulheres. Desde a sutileza que faz respirar até o desespero que deseja morrer. Lindas, loucas, sensatas, suicidas, altruístas, e o que mais se puder imaginar. Semanalmente, falarei de algumas das poetas que tenho lido, postarei alguns de seus poemas e enfim, espero trazer um pouco do sentimento que essa poesia tem me despertado nos mais surpreendentes aspectos da vida.

Portanto, aguardem e não se esqueçam, que é uma oportunidade única para se apaixonar.

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